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October 1999 - Portuguese PDF Print E-mail


The International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis
Volume 47, Number 4 - October 1999 - Portuguese

 

Hipnose e recordać‹o de antigas lembranćas autobiogr‡ficas.
Joseph P Green

Resumo: Este estudo demonstra que a tentativa de recordar antigas lembranćas foi fortemente influenciada pelo contexto da avaliać‹o. Esta investigać‹o mostrou que uma breve experiźncia de 3 (trźs) minutos de auto-hipnose, associada com a insinuać‹o de que a hipnose aumenta a recordać‹o, resultou no relato de mais antigas lembranćas autobiogr‡ficas (M=29,5 meses) do que com instruć›es para relaxamento (M=37,9 meses) ou contagem/visualizać‹o (M=48,9 meses). Questionamentos referentes ˆ antigas lembranćas, em per’odos de 5 em 5 anos, mostrou que o contexto hipn—tico resultou em uma maior proporć‹o de participantes relatando lembranćas na idade de, ou mesmo anterior a 12, 24, 36, 48 e 60 meses. Aproximadamente 40% dos participantes "hipnotizados" relataram lembranćas de eventos que foram mencionados como tendo ocorrido na idade de, ou mesmo anterior ˆ 12 meses. A seguir é apresentada uma breve discuss‹o dos efeitos do contexto e das caracter’sticas da demanda associada com a hipnose e a recordać‹o.

 

A plasticidade do relato de antigas lembranćas: press‹o social, hipnotizabilidade, conformidade e avaliać‹o da sugestibilidade.
Peter T. Malinoski & Steve Jay Lynn

Resumo: Relato de adultos referentes ˆ antigas lembranćas autobiogr‡ficas s‹o muito sens’veis ˆ influźncia social em uma entrevista dirigida. A idade média para relatos iniciais de antigas lembranćas foi de 3,7 anos. Quando os participantes foram instru’dos para fecharem os olhos, visualizar e focar em seu segundo anivers‡rio, 59% relataram lembranćas do mesmo. Depois de repetidas pesquisas de antigas lembranćas, 78% dos sujeitos relataram lembranćas da idade de, ou anterior ˆ 24 meses, e 33% relataram lembranćas até os 12 primeiros meses de idade. A idade média do relato final de antigas lembranćas foi 1,6 anos. Os participantes consideraram o relato de suas lembranćas como correto e n‹o as contradisseram quando lhes foi dada a oportunidade para tal. A idade dos relatos de antigas lembranćas na referida entrevista correlacionou-se negativamente com as avaliać›es de conformidade, hipnotizabilidade e sugestibilidade.

 

Normas, grupo e influźncia hipn—tica no relato de antigas lembranćas autobiogr‡ficas.
Lisa R. Marmelstein & Steve Jay Lynn

Resumo: Este estudo examina os efeitos da expectativa, procedimentos de entrevista de grupo versus individual, e testes de recordać‹o de relatos de antigas lembranćas autobiogr‡ficas. Nenhum efeito para os métodos de entrevista ou expectativa foram obtidos. Entretanto, os participantes relataram maior recuperać‹o de antigas lembranćas durante hipnose do que antes desta ou mesmo antes de instruć›es para recuperać‹o de lembranćas. Um terćo do 85 participantes relataram lembranćas antes da interrupć‹o da amnésia infantil (isto é, aos 2 anos) ap—s terem recebido sugest›es de que poderiam recordar-se de antigas lembranćas. Dois terćos dos participantes relataram tais lembranćas durante hipnose. Mesmo depois de terem sido questionados e contactados por telefone fora do contexto do experimento, mais de um terćo (37%) dos participantes continuaram relatando lembranćas anteriores aos 2 anos de idade.

 

Recordać‹o e esquecimento autobiogr‡fico: o que a hipnose pode nos dizer ?
Amanda J. Barnier & Kevin M. McConkey

Resumo: Lembranćas autobiogr‡ficas podem ser caracterizadas por sua natureza reconstrutora, a relać‹o com a pr—pria identidade e a variać‹o de acessibilidade. A pesquisa utilizando hipnose na recuperać‹o de lembranćas pessoais est‡ focada em grande parte em sua natureza reconstrutora. Examinamos contribuić›es selecionadas na pesquisa utilizando hipnose, afim de se compreender a natureza e funć‹o de lembranćas autobiogr‡ficas, e considerar outras maneiras pelas quais a hipnose possa, especificamente, contribuir tanto para a compreens‹o te—rica quanto para a investigać‹o emp’rica de lembranćas pessoais. Apresentamos alguns exemplos de pesquisas em v‡rios aspectos da hipnose e lembranćas autobiogr‡ficas e sugerimos maneiras particulares para serem acrescentadas ˆ import‰ncia e impacto de tais trabalhos. Enfatizamos que os pesquisadores em hipnose deveriam continuar a procura de meios através dos quais possam demonstrar e comunicar a import‰ncia e relev‰ncia de seus trabalhos.

 

Eliciando pseudo-lembranćas autobiogr‡ficas: a relev‰ncia da hipnose, hipnotizabilidade e avaliać›es.
Richard A. Bryant & Amanda J. Barnier

Resumo: Os autores investigaram o papel da hipnose, hipnotizabilidade e avaliać›es na pseudo-lembranća autobiogr‡fica. No experimento 1 foram dadas sugest›es ˆ participantes de alta e baixa hipnotizabilidade, e ˆ n‹o hipnotizados, para recordarem o seu segundo anivers‡rio. No experimento 2 sugest›es similares foram dadas ˆ participantes realmente hipnotizados e ˆ simuladores. A lembranća foi testada durante e depois da hipnose, bem como depois de um procedimento de desafio. No experimento 1, os de maior hipnotizabilidade relataram lembranćas durante a hipnose; entretanto, ap—s o desafio, a metade dos participantes de alta hipnotizabilidade em estado alerta, mas nenhum dos de alta hipnotizabilidade em hipnose, retrataram-se de suas lembranćas. Notavelmente, os de alta hipnotizabilidade atribu’ram suas lembranćas ˆ reconstruć›es baseadas em outros anivers‡rios. No experimento 2, ainda que um igual nœmero de realmente hipnotizados e simuladores relatassem lembranćas de seu segundo anivers‡rio durante hipnose e mesmo tendo-se retratado ap—s o desafio, elas fizeram diferentes avaliać›es de sua lembranćas. Estes achados ressaltam o valor de uma maior investigać‹o dos processos de avaliać‹o que confirmam a crenća nas lembranćas autobiogr‡ficas com evidźncias de conflitos.

 
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